Antes do início da guerra, esta área já causava controvérsias devido à sua fundação e colonização. Pactos entre Espanha e Portugal consideravam que a Colônia do Sacramento fora fundada por Portugueses, mas, colonizada por Espanhóis. Portanto, foi considerada um território da Espanha.
Porém, em 1816, as Províncias Unidas do Rio Prata, como era chamada a região, foram invadidas pelo general português Carlos Frederico Lecor e voltaram a ser território da Coroa Portuguesa. Em 1821 a área foi incorporada ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e ficou com o nome de Província Cisplatina. Na época, a anexação foi justificada com a premissa de que a Rainha Carlota Joaquina teria direitos sucessórios sobre a região.
Mas a recém-batizada Cisplatina tinha habitantes com idioma e cultura diferentes que se negavam a aceitar os costumes brasileiros. Neste contexto, a Argentina e alguns patriotas Uruguaios, liderados pelo revolucionário uruguaio Juan Antonio Lavalleja, começaram a fomentar o início da rebelião. Então, em 1825, a Guerra da Cisplatina eclodiu.
O início dos embates deu-se quando Lavalleja desembarcou na praia da Agraciada com suas fileiras e, ajudado por populares, dominou a região e declarou sua anexação à Argentina. Como resposta, o governo brasileiro informava que, caso Lavalleja não desocupasse a área, enviaria tropas dando início à guerra. D. Pedro I fez uma declaração formal de guerra à Argentina.
A vantagem do Brasil era populacional, tinha 4,5 milhões de pessoas contra 600.000 das Províncias Unidas do Rio Prata, mas o número da população não retratava a medida de força dos dois países, pois, na época, o Brasil passava por inúmeras revoltas internas.
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